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Como dimensionar um rotâmetro: guia completo

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Dimensionar um rotâmetro corretamente é o que separa uma medição confiável de uma leitura instável, imprecisa ou incompatível com o processo. Na prática, o dimensionamento define qual modelo, faixa de vazão, material, conexão, escala e configuração do instrumento serão usados para medir líquidos, ar comprimido, gases ou fluidos industriais com segurança.
Um rotâmetro mal escolhido pode até indicar vazão, mas não necessariamente indicará a vazão certa. Quando a faixa fica muito alta, o flutuador trabalha no início da escala e a leitura perde sensibilidade. Quando a faixa fica baixa demais, o instrumento opera próximo ao fundo de escala, com risco de instabilidade, perda de controle e desgaste. Por isso, a escolha não deve partir apenas do diâmetro da tubulação ou do preço do equipamento.
O ponto de partida correto é entender as condições reais de operação. Fluido, vazão mínima, vazão normal, vazão máxima, densidade, viscosidade, pressão, temperatura, posição de instalação, material de contato e unidade da escala são informações essenciais. Com esses dados, a seleção do medidor de vazão tipo rotâmetro se torna técnica, previsível e adequada ao processo.

O que significa dimensionar um rotâmetro?

Dimensionar um rotâmetro significa escolher o instrumento capaz de medir uma faixa de vazão específica dentro das condições reais do processo. Essa escolha envolve o conjunto formado por tubo cônico, flutuador, escala graduada, conexões, materiais de construção e, quando necessário, acessórios como válvula de ajuste, contatos elétricos ou transmissor.

O rotâmetro trabalha pelo princípio de área variável. O fluido entra pela parte inferior do instrumento, passa ao redor do flutuador e o desloca para cima dentro de um tubo cônico. Quanto maior a vazão, maior a altura alcançada pelo flutuador. A escala converte essa posição em vazão volumétrica, como L/h, L/min, m³/h, NL/min ou Nm³/h.

Essa relação entre posição do flutuador e vazão depende das propriedades do fluido e das condições de operação. Portanto, dois processos com a mesma vazão nominal podem exigir rotâmetros diferentes se o fluido, a densidade, a viscosidade, a pressão ou a temperatura forem diferentes.

Em uma linha de água limpa, por exemplo, a seleção costuma ser mais simples. Já em uma aplicação com gás, fluido corrosivo, líquido viscoso ou processo sujeito a variações de pressão, o dimensionamento exige maior cuidado. Nesses casos, a escala deve ser definida para as condições corretas, e a compatibilidade dos materiais precisa ser verificada antes da compra.

Quais variáveis definem o dimensionamento do rotâmetro?

O dimensionamento de rotâmetro deve começar por uma coleta completa dos dados do processo. Sem esses dados, qualquer seleção vira estimativa. E, em instrumentação industrial, estimativa sem critério pode gerar erro de medição, retrabalho, compra inadequada e dificuldade de calibração.

As principais variáveis são:

  • tipo de fluido;
  • vazão mínima;
  • vazão normal de trabalho;
  • vazão máxima;
  • densidade ou massa específica;
  • viscosidade;
  • pressão de operação;
  • temperatura de operação;
  • unidade desejada na escala;
  • tipo de conexão;
  • material compatível com o fluido;
  • ambiente de instalação;
  • necessidade de leitura local ou sinal remoto;
  • exigência de calibração ou rastreabilidade.

Essas variáveis trabalham em conjunto. A vazão define a faixa. O fluido define a escala e os materiais. A pressão e a temperatura influenciam principalmente aplicações com gases. A viscosidade pode alterar o comportamento do flutuador. A conexão define a integração mecânica com a linha. E a necessidade de automação determina se o instrumento será apenas de indicação local ou se precisará de transmissor.

Como escolher a faixa de vazão do rotâmetro?

A faixa de vazão é um dos pontos mais importantes do dimensionamento. Ela define o intervalo em que o instrumento conseguirá medir com boa leitura, estabilidade e repetibilidade. Para escolher essa faixa, não basta informar apenas a vazão máxima. O ideal é levantar três valores: vazão mínima, vazão normal e vazão máxima.

A vazão mínima mostra o menor valor que precisa ser lido com segurança. A vazão normal indica o ponto mais frequente de operação. A vazão máxima define o limite superior que o instrumento deve suportar sem trabalhar no extremo da escala.

Um erro comum é dimensionar o rotâmetro apenas pela maior vazão possível. Quando isso acontece, o instrumento pode ficar grande demais para a operação real. O resultado é uma leitura concentrada no início da escala, onde pequenas variações são mais difíceis de interpretar. Em processos de dosagem, ajuste fino ou controle operacional, isso prejudica a tomada de decisão.

Outro erro é escolher uma faixa muito próxima da vazão máxima normal. Nesse caso, qualquer aumento no processo empurra o flutuador para o topo da escala. Além de dificultar a leitura, isso reduz a margem operacional e pode indicar que o instrumento está subdimensionado.

O melhor cenário é posicionar a vazão normal de trabalho em uma região confortável da escala. Assim, o operador consegue ler melhor, perceber variações e operar com margem tanto para reduções quanto para aumentos de vazão.

A regra dos 30% a 90% da escala

Uma boa prática no dimensionamento é evitar que o rotâmetro trabalhe continuamente nos extremos da escala. Em muitos projetos, busca-se manter a vazão normal entre aproximadamente 30% e 90% da escala útil. Essa faixa oferece melhor equilíbrio entre sensibilidade, leitura visual e margem operacional.

Quando a vazão fica abaixo de 30% da escala, o flutuador trabalha muito próximo da base. Nessa região, a leitura tende a ser menos confortável, especialmente em instrumentos pequenos ou em aplicações com baixa vazão. O operador pode ter dificuldade para perceber pequenas mudanças, e o processo fica mais sujeito a interpretações incorretas.

Quando a vazão opera acima de 90% da escala, o flutuador fica próximo do topo. Isso reduz a margem para aumentos de vazão e pode fazer o instrumento trabalhar constantemente perto do limite. Em linhas com oscilação, pulsação ou variação operacional, esse comportamento pode gerar instabilidade.

Por isso, ao informar a faixa de vazão, é importante separar a vazão máxima da vazão normal. Se a vazão máxima ocorre apenas em picos curtos, o rotâmetro pode ser selecionado para privilegiar a região de trabalho mais frequente. Se a vazão máxima é contínua, a faixa precisa ser ampliada com segurança.

Subdimensionamento e superdimensionamento: como evitar

O subdimensionamento acontece quando o rotâmetro escolhido tem faixa inferior à necessidade real do processo. Nesse caso, o flutuador pode atingir o topo da escala com frequência, a leitura perde utilidade e o instrumento deixa de indicar aumentos adicionais de vazão. Em situações mais críticas, a restrição de passagem também pode gerar perda de carga indesejada.

O superdimensionamento ocorre quando o instrumento escolhido tem faixa muito acima da vazão real. O problema parece menos grave, mas também compromete a medição. O flutuador permanece baixo, a leitura fica pouco sensível e o operador perde precisão visual. Além disso, um equipamento maior pode custar mais, exigir conexão diferente e ocupar mais espaço sem necessidade.

Para evitar esses dois problemas, o dimensionamento deve considerar a operação real, não apenas a condição limite. O ideal é responder três perguntas antes da seleção:

  • qual vazão o processo trabalha na maior parte do tempo?
  • qual é a menor vazão que precisa ser medida com confiança?
  • qual é a maior vazão que pode ocorrer sem prejudicar o processo?

Essas respostas ajudam a definir uma faixa equilibrada. Também permitem avaliar se um único rotâmetro atende ao processo ou se a aplicação exige outra tecnologia de medição, principalmente quando a variação entre mínima e máxima é muito ampla.

Como o fluido influencia a escolha do rotâmetro?

O fluido é uma das primeiras informações a serem avaliadas. Um rotâmetro pode medir líquidos e gases, mas cada aplicação exige uma escala e uma configuração compatíveis. Água, ar comprimido, oxigênio, nitrogênio, óleo leve, solução química e efluente tratado não se comportam da mesma forma dentro do instrumento.

Para líquidos limpos e de baixa viscosidade, o dimensionamento costuma ser mais direto. A escala pode ser definida em L/h, L/min ou m³/h, conforme a aplicação. Ainda assim, é necessário verificar temperatura, pressão, material de vedação, conexão e qualidade do fluido.

Para gases, o cuidado aumenta. Gases são compressíveis, ou seja, mudam de densidade conforme pressão e temperatura. Por isso, dois rotâmetros com a mesma faixa nominal podem indicar resultados diferentes se forem calibrados para condições distintas. Em aplicações com ar comprimido, oxigênio, nitrogênio ou outros gases industriais, é fundamental informar pressão de operação, temperatura e unidade desejada, como NL/min ou Nm³/h.

Em fluidos corrosivos, a seleção deve priorizar compatibilidade química. O material do tubo, flutuador, conexões e vedações precisa resistir ao fluido medido. Nesses casos, a escolha pode envolver materiais especiais, corpo metálico, componentes internos específicos ou alternativas mais robustas. Antes de comprar, vale cruzar as condições do processo com tipos de rotâmetro adequados para cada aplicação.

Densidade e viscosidade no dimensionamento do rotâmetro

A densidade influencia diretamente o equilíbrio do flutuador. Como o rotâmetro mede a vazão pela posição do flutuador dentro do tubo cônico, qualquer mudança relevante na densidade do fluido pode alterar a indicação. Por isso, a escala deve ser definida considerando o fluido real ou uma condição de referência conhecida.

Em líquidos, a densidade costuma variar menos com pressão e temperatura do que em gases. Mesmo assim, líquidos diferentes da água podem exigir correção. Uma solução química, um óleo leve ou um produto com densidade elevada pode deslocar a posição do flutuador para a mesma vazão real. Se a escala foi feita para água e o fluido é outro, a leitura pode precisar de correção ou calibração específica.

A viscosidade também merece atenção. Fluidos mais viscosos alteram o regime de escoamento e podem afetar o movimento do flutuador. Em aplicações com líquidos viscosos, o instrumento precisa ser avaliado com mais critério, pois a resposta pode não ser tão simples quanto em água limpa ou ar.

Quando o fluido muda, a escala original pode deixar de representar a vazão verdadeira. Nessa situação, pode ser necessário aplicar o fator de correção do rotâmetro, solicitar nova escala ou realizar calibração para as condições reais de uso.

Pressão e temperatura: por que são críticas em gases?

Pressão e temperatura são dados essenciais para dimensionar rotâmetros usados em gases. Isso acontece porque o volume de um gás varia conforme as condições de operação. Se a pressão aumenta, a densidade do gás também muda. Se a temperatura varia, o volume e a densidade também se alteram. Como o rotâmetro depende dessas propriedades, a escala precisa ser especificada corretamente.

Em aplicações com ar comprimido, por exemplo, a vazão pode ser expressa em condições normais ou em condições reais de linha. Essa diferença muda a interpretação da escala. Uma leitura em NL/min não representa necessariamente o mesmo volume físico que uma leitura em L/min na pressão de operação.

Por isso, ao dimensionar um rotâmetro para gases, informe sempre:

  • tipo de gás;
  • pressão de operação;
  • temperatura de operação;
  • vazão mínima, normal e máxima;
  • unidade desejada na escala;
  • condição de referência, quando aplicável.

Sem esses dados, a escala pode ser escolhida com base em uma condição que não representa o processo real. O instrumento até funcionará mecanicamente, mas a leitura poderá ficar tecnicamente incorreta.

Material do rotâmetro e compatibilidade química

O material do rotâmetro deve ser escolhido conforme o fluido, o ambiente e as condições de processo. Essa escolha envolve o corpo do instrumento, o tubo de medição, o flutuador, as conexões e os elementos de vedação.

Em aplicações simples com água limpa, modelos com tubo transparente podem atender bem, desde que a pressão e a temperatura estejam dentro dos limites do equipamento. Em aplicações industriais mais severas, pode ser necessário usar construção metálica, materiais especiais ou proteção adicional.

Para fluidos químicos, a compatibilidade deve ser tratada como requisito de segurança. Não basta o instrumento medir a vazão; ele precisa resistir ao produto ao longo do tempo. Um material inadequado pode sofrer ataque químico, opacificação, deformação, vazamento ou travamento do flutuador.

Também é importante avaliar o ambiente externo. Instalações em área externa, locais úmidos, ambientes com maresia, plantas químicas e áreas com risco mecânico exigem mais cuidado na seleção. Nesses casos, a durabilidade do instrumento depende tanto da compatibilidade com o fluido quanto da resistência ao ambiente de instalação.

Unidade de escala: L/h, L/min, m³/h, NL/min ou Nm³/h?

A unidade da escala deve conversar com a rotina do processo. Em líquidos, as unidades mais comuns são L/h, L/min e m³/h. Em gases, aparecem unidades como NL/min, Nm³/h ou outras referências normalizadas. A escolha correta evita confusão operacional e reduz erros de interpretação.

Quando a equipe de campo controla uma dosagem em litros por hora, por exemplo, não faz sentido receber um rotâmetro com escala em m³/h sem necessidade. A conversão até pode ser feita, mas abre margem para erro humano. O melhor é especificar a unidade que o operador realmente usa.

Em gases, a unidade precisa ser ainda mais clara. Vazão normalizada e vazão em condição real não são a mesma coisa. Por isso, a escala deve indicar exatamente qual condição foi usada na calibração. Isso facilita a leitura, a auditoria e a comparação com outros instrumentos da planta.

Quando houver exigência de controle de qualidade, processo validado ou rastreabilidade, vale solicitar documentação técnica e calibração compatível com a aplicação. Assim, o instrumento chega com escala adequada e referência de medição mais segura.

Passo a passo para dimensionar um rotâmetro

1. Identifique o fluido

Comece informando se o fluido é líquido ou gás. Depois, detalhe o nome do fluido, concentração, composição, densidade e viscosidade quando disponíveis. Para água limpa e ar comprimido, a seleção tende a ser mais simples. Para produtos químicos, óleos, gases especiais ou fluidos corrosivos, a análise deve ser mais cuidadosa.

2. Defina vazão mínima, normal e máxima

Informe os três pontos de operação. A vazão mínima mostra a menor leitura necessária. A vazão normal indica onde o instrumento trabalhará na maior parte do tempo. A vazão máxima define o limite superior. Com esses dados, é possível posicionar a operação dentro de uma região útil da escala.

3. Verifique pressão e temperatura

Informe a pressão e a temperatura de operação. Para gases, esses dados são indispensáveis. Para líquidos, ajudam a validar material, vedação e resistência do instrumento. Caso o processo tenha variações relevantes, informe a faixa mínima e máxima.

4. Escolha a unidade de leitura

Defina se a escala deve estar em L/h, L/min, m³/h, NL/min, Nm³/h ou outra unidade usada no processo. Essa decisão deve priorizar a rotina do operador e os padrões internos da empresa.

5. Avalie conexão e montagem

Verifique o tipo de conexão da linha, como rosca, flange ou conexão sanitária. Também confirme a posição disponível para instalação. O rotâmetro normalmente exige montagem vertical, com fluxo de baixo para cima, para que o flutuador trabalhe corretamente.

6. Confirme compatibilidade dos materiais

Antes de fechar a compra, valide os materiais de contato com o fluido. Essa etapa evita ataque químico, vazamentos, desgaste precoce e falhas em campo. Em aplicações críticas, a escolha do material deve vir antes do preço.

7. Defina acessórios e recursos adicionais

Algumas aplicações precisam apenas de leitura local. Outras exigem válvula de ajuste, alarme de mínima ou máxima vazão, contatos elétricos ou transmissão de sinal. Se o processo precisa enviar informação para painel, supervisório ou sistema de controle, o rotâmetro deve ser especificado com recurso adequado.

Tabela de dados para cotar um rotâmetro

Enviar os dados corretos acelera a cotação e reduz a chance de escolher um modelo inadequado. A tabela abaixo organiza as informações mais importantes para solicitar um orçamento de rotâmetro.

Dado necessário Por que é importante Exemplo
Fluido Define escala, materiais e tipo de aplicação Água, ar comprimido, nitrogênio, solução química
Vazão mínima Mostra o menor ponto que precisa ser lido 10 L/h
Vazão normal Ajuda a posicionar a operação na melhor região da escala 50 L/h
Vazão máxima Define o limite superior do instrumento 100 L/h
Pressão Essencial para gases e validação mecânica 6 bar
Temperatura Influencia densidade, vedação e material 25 °C
Densidade Afeta a posição do flutuador e a escala 1,0 g/cm³
Viscosidade Importante para líquidos mais espessos 1 cP
Conexão Define compatibilidade com a linha Rosca, flange, tri-clamp
Material desejado Evita incompatibilidade química Acrílico, vidro, inox, materiais especiais
Unidade da escala Facilita leitura e operação L/min, m³/h, NL/min
Acessórios Define recursos de controle e automação Válvula, alarme, transmissor

Exemplo prático de dimensionamento

Imagine uma empresa que precisa medir água limpa em uma linha de dosagem. A vazão mínima é 20 L/h, a vazão normal é 60 L/h e a vazão máxima é 100 L/h. A temperatura é ambiente, a pressão é baixa e a leitura será feita localmente por um operador.

Nesse cenário, o rotâmetro deve ter uma faixa que permita ler 20 L/h sem ficar colado na base e 100 L/h sem operar no topo da escala. A vazão normal de 60 L/h deve ficar em uma região confortável, preferencialmente no meio ou na parte superior útil da escala. Como o fluido é água limpa, a seleção de material pode ser mais simples, desde que pressão, temperatura e ambiente estejam dentro dos limites do instrumento.

Agora imagine outra aplicação com nitrogênio. A vazão desejada é 50 NL/min, mas a linha trabalha a 6 bar e 25 °C. Nesse caso, não basta informar “50 litros por minuto”. É necessário informar que se trata de nitrogênio, em qual pressão, em qual temperatura e em qual condição de referência a escala deve ser fornecida. Sem isso, o instrumento pode ser selecionado para uma condição diferente da operação real.

Esses dois exemplos mostram por que o dimensionamento precisa considerar o processo completo. O número da vazão é apenas uma parte da decisão.

Erros comuns ao escolher um rotâmetro

O primeiro erro é escolher o rotâmetro apenas pelo diâmetro da tubulação. A conexão é importante, mas não define sozinha a faixa de medição. Uma mesma tubulação pode trabalhar com vazões muito diferentes, e o instrumento deve ser selecionado pela vazão real, não apenas pelo tamanho da linha.

O segundo erro é ignorar a vazão mínima. Muitos compradores informam apenas a vazão máxima, mas depois percebem que o processo opera a maior parte do tempo em valores baixos. O resultado é um flutuador quase parado no início da escala.

O terceiro erro é não informar pressão e temperatura em aplicações com gases. Isso pode gerar escala incorreta, principalmente quando a vazão precisa ser interpretada em condições normalizadas.

O quarto erro é usar rotâmetro calibrado para um fluido em outro fluido sem correção. Se o instrumento foi fornecido para água e passa a medir outro líquido com densidade diferente, a leitura pode não representar a vazão real.

O quinto erro é desconsiderar compatibilidade química. Mesmo que a faixa de vazão esteja correta, o instrumento pode falhar se o material não resistir ao fluido ou ao ambiente.

O sexto erro é comprar sem prever calibração. Em processos industriais, auditorias, qualidade, saneamento, laboratório e dosagem crítica, a calibração pode ser decisiva para comprovar a confiabilidade da medição.

Checklist para solicitar o rotâmetro correto

Antes de pedir uma cotação, reúna as informações abaixo. Esse checklist ajuda a equipe técnica a indicar o modelo adequado e reduz retrabalhos durante a compra.

  • Qual fluido será medido?
  • O fluido é líquido ou gás?
  • Qual é a vazão mínima?
  • Qual é a vazão normal de operação?
  • Qual é a vazão máxima?
  • Qual unidade deve aparecer na escala?
  • Qual é a pressão de operação?
  • Qual é a temperatura de operação?
  • Existe variação de pressão ou temperatura?
  • Qual é a densidade do fluido?
  • Qual é a viscosidade do fluido?
  • O fluido é corrosivo, abrasivo, viscoso ou perigoso?
  • Qual conexão será usada?
  • O instrumento será instalado na vertical?
  • O processo exige leitura local ou sinal remoto?
  • Precisa de válvula de ajuste?
  • Precisa de alarme, contato elétrico ou transmissor?
  • Precisa de certificado de calibração?
  • O ambiente é interno, externo, úmido, agressivo ou sujeito à maresia?
  • Há exigência de material específico?

Quanto mais completo for esse levantamento, mais assertivo será o dimensionamento. Em vez de comprar um rotâmetro genérico, a empresa recebe um instrumento adequado ao fluido, à faixa de vazão e às condições reais do processo.

Quando o rotâmetro não é a melhor escolha?

O rotâmetro é uma excelente opção para leitura local, indicação visual, controle simples, dosagem e aplicações industriais com líquidos e gases compatíveis. Porém, ele não resolve todos os cenários.

Se o processo exige altíssima exatidão, medição de fluidos muito sujos, integração digital avançada, instalação sem trecho vertical ou grande variação de vazão, pode ser necessário avaliar outra tecnologia. Em alguns casos, medidores eletromagnéticos, ultrassônicos, mássicos, vortex ou de pressão diferencial podem ser mais adequados.

Isso não diminui a importância do rotâmetro. Pelo contrário. Mostra que o bom dimensionamento também envolve saber quando ele é a melhor solução e quando outra tecnologia deve ser considerada. Para muitas aplicações, o rotâmetro continua sendo uma escolha eficiente por unir simplicidade, leitura direta, baixo custo operacional e facilidade de manutenção.

Como a Blaster Controles ajuda no dimensionamento

A escolha correta do rotâmetro depende de informação técnica e experiência de aplicação. A Blaster Controles avalia os dados do processo para indicar o modelo mais adequado conforme fluido, faixa de vazão, pressão, temperatura, conexão, material e necessidade de calibração.

Essa análise evita a compra de instrumentos subdimensionados, superdimensionados ou incompatíveis com o fluido. Também ajuda a definir a escala mais adequada para o operador, os materiais corretos para a aplicação e os recursos necessários para controle ou automação.

Se a sua empresa precisa medir vazão de água, ar comprimido, gases industriais, líquidos compatíveis ou produtos de processo, informe os dados da aplicação e solicite uma cotação técnica. A Blaster Controles pode orientar a seleção do rotâmetro ideal e preparar um orçamento sob medida para sua necessidade.

Perguntas frequentes sobre como dimensionar um rotâmetro

Como dimensionar um rotâmetro corretamente?

Para dimensionar um rotâmetro, informe fluido, vazão mínima, vazão normal, vazão máxima, densidade, viscosidade, pressão, temperatura, unidade da escala, conexão, material e necessidade de acessórios. Esses dados permitem selecionar a faixa correta e evitar erro de leitura.

Como escolher a faixa de vazão do rotâmetro?

A faixa deve considerar a vazão mínima, normal e máxima do processo. O ideal é que a vazão normal fique em uma região confortável da escala, evitando operação constante muito próxima da base ou do topo do instrumento.

Por que operar entre 30% e 90% da escala?

Essa faixa costuma oferecer melhor leitura visual e margem operacional. Abaixo de 30%, o flutuador pode ficar muito baixo e pouco sensível. Acima de 90%, o instrumento fica próximo do limite, com pouca margem para variações de vazão.

Posso escolher o rotâmetro pelo diâmetro da tubulação?

Não é o ideal. O diâmetro da tubulação ajuda a definir a conexão, mas não determina sozinho a faixa de medição. O rotâmetro deve ser escolhido pela vazão real do processo e pelas propriedades do fluido.

Quais dados informar para cotar um rotâmetro?

Informe fluido, vazão mínima, vazão normal, vazão máxima, pressão, temperatura, densidade, viscosidade, conexão, unidade da escala, material desejado, ambiente de instalação e necessidade de calibração ou acessórios.

O fluido interfere na leitura do rotâmetro?

Sim. Densidade e viscosidade influenciam o comportamento do flutuador. Por isso, a escala deve ser compatível com o fluido real ou corrigida quando o instrumento for usado em condição diferente da original.

Como dimensionar rotâmetro para gases?

Em gases, informe tipo de gás, vazão, pressão, temperatura e unidade desejada. Como gases são compressíveis, a escala precisa considerar as condições de operação ou a condição normalizada usada como referência.

O mesmo rotâmetro serve para água e ar comprimido?

Nem sempre. Embora o princípio seja o mesmo, a escala e o dimensionamento são diferentes. Água e ar comprimido têm propriedades distintas, e o instrumento deve ser especificado para o fluido e as condições corretas.

Quando preciso aplicar fator de correção no rotâmetro?

O fator de correção pode ser necessário quando o fluido real, a densidade, a pressão ou a temperatura são diferentes das condições usadas na escala original. Isso é especialmente importante em gases e em líquidos com densidade diferente da água.

Rotâmetro precisa de calibração?

A calibração é recomendada quando a medição influencia qualidade, dosagem, auditoria, segurança ou controle de processo. Ela compara a indicação do instrumento com um padrão rastreável e ajuda a comprovar a confiabilidade da leitura.

Precisando de um rotâmetro?
Conte com a Blaster Controles para encontrar o rotâmetro ideal para medição de vazão de água, ar, gases e fluidos industriais.